Psychic


Vou descendo a serra, vou descendo a serra, vou, vou, vem, vá...

Oi Pessoinhas Lindas!!!

Desculpem-me o atraso no post hoje, mas corri muuuuito!!! De manhã fui atender e depois fui na depilação, almocei e voltei pro consultório, atendi, estudei e depois fiquei esperando dar a hora da minha irmã, prá correr no supermercado comprar umas comidinhas prá viajar...

Das meninas que vão viajar, eu sou a única noiada master com dieta e alimentação, e ontem fiquei sabendo que as meninas estavam investindo em bolachas recheadas e massas... Mandei ver na comprinha: peito de frango, escarola, brócolis e cenoura, abóbora japonesa (hummmm), pão integral... Ainda preciso fazer um queijinho que é uma das minhas especialidades prá levar prá Ubas. Não posso me deixar esmorecer neste momento da minha existência!!!

                 Meninas... Tenho uma péssima notícia... 

Pois é, galerinha, hoje tive que me pesar. Mas esta semana deu tudo errado: além da minha menstruação ter atrasado e ficado um pouquinho além do que deveria, tive que me pesar um dia antes nessa semana... É que meu dia de pesar seria amanhã, mas como não estarei por aqui, onde me peso numa balança médica e sem nada de roupa (é sério, gente, até sutiã eu tiro!!!), preferi me pesar antes do que amanhã em uma balança nada a ver, com roupas de frio...

E ela foi implacável!!! Acusou 500 gramas a mais do que semana passada (e eu já tinha engordado 100 gramas), ou seja, estou pesando 63,2!!! Buááááááá!!!

Sei que não é um absurdo, coisa e tal... Afinal parei de tomar meu remédio e está sendo dificil segurar as pontas, além da preguiça recém vencida de ir à academia... Eu sei que devo ser mais sussa em relação à mim mesma, pois todos estamos cansados de saber que eu me cobro demais. Mas nada disso pode servir de justificativa para engordar tudo de novo!!! Se eu não me cuidar, estarei cada vez mais distante dos tão sonhados 60 kg, e não posso perder esta batalha!!!

                Guerra Declarada

Então já coloquei na minha cabeça que na semana que vem vou nocautear D. Filizola Implacável da Silva!!! Vou voltar a malhar direito, a me alimentar bem e a controlar minhas compulsõezinhas!!! E nada de deixar para segunda-feira: vai ser amanhã mesmo, feriadão em Ubatiba com um monte de meninas lariquentas!!! Vou mandar os quilinhos a mais pro espaço, POW, SOC, POFT!!!

Chega, meninas! Preciso de uma vez por todas acabar com essa guerra. Cansei. Estou revoltada. Vou parar de ficar pensando em homens canalhas aborígenes e começar a pensar em algo que preste. Não tô nem aí: vou ter que dar um jeito. Fico disperdiçando minhas energias nesses bobalhões, enquanto deveria estar pensando em euzinha mesma!!!

Espero conseguir... estou levando tenis e roupa de ginástica, e se não der praia, vou correr. Sozinha. Em lugares desconhecidos mas vou!!! Não vou me deixar abater, meninas!!! E tenho dito!!!

 Push Up    Sit Up    Weight Lifting    Jumping Rope Treadmill 

Amo todas, espero que tenham um ótimo feriado e continuem determinadas!!!

Beijocas e mais beijocas no coração de cada uma.







 Escrito por F. Mel às 21h07
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Pinel

Se a minha vida fosse um filme, seria um mixed bem feito entre musicais old fashioned da década de 50, seriados americanos contemporâneos e cults moderninhos de cineastas alternativos.

 

Eu poderia ser a mocinha do interior que despenca para a cidade grande. Na metrópole arrumaria um emprego de garçonete em um café, bem ao estilo Felicity ou Rachel na primeira temporada de Friends. Conheceria este cara, que se apaixonaria por mim; mas eu não lhe daria bola, pois não estaria aberta ao amor. Investiria todas as minhas fichas na minha formação; faria Cinema ou Artes na Universidade local. E haveriam também aquelas tomadas de momentos de viagem e reflexão, na qual um vaso nunca é apenas um vaso, mas concerne em si a grandeza do Cosmos e a despretenciosidade do Universo, simbolizando o Ventre da Grande Mãe.

 

E enquanto o tempo fosse passando, me apaixonaria perdidamente pelo professor de História da Arte, que seria casado e infeliz no casamento, provavelmente impotente até. Ele também se apaixonaria por mim, mas algo catastrófico aconteceria, do tipo, a esposa descobriria que tem leucemia ou um tumor cerebral, o que o impediria de abandonar a família em uma aventura romântica. Ele pediria demissão da Universidade e se mudaria com a família para a Finlândia, ou qualquer lugar que tivesse um ar frio e saudável aos pulmões doentes da esposa (sim, ela teria uma complicação e desenvolveria tuberculose também).

 

Eu então me fecharia ao mundo, e teria no cara apaixonado por mim minha única fonte de apoio. Ficaria louca, veria cenas de meu passado misturadas às do presente, o vaso deixaria definitivamente de ser apenas um vaso e passaria a conversar comigo e a me dar conselhos. Eu sofrerias mais 2 ou 3 perdas trágicas (minha família morreria num desastre de avião, enquanto estivessem a caminho para me salvar de mim mesma, o que de quebra me daria um belo sentimento de culpa). Eu então desenvolveria um TA realmente grave, ficaria magérrima e seria internada em um hospício. E o homem apaixonado por mim me visitaria sempre, mesmo que eu o agredisse verbal ou fisicamente.

 

Este tempo de convivência com os loucos, os médicos e enfermeiros com cara de maus (e com o vaso também, que sabe-se lá como correria atrás de mim e pularia o muro do hospício para ficar comigo) me daria subsídios para mais tarde, já curada, escrever um livro sobre minhas memórias que seria traduzido em 17 idiomas e me faria rica.

 

Eu me apaixonaria por um médico do hospício, e me casaria com ele no pátio interno do hospital, enquanto o apaixonado por mim teria um surto durante o casamento e seria internado no hospício. Ele viraria pan-sexual e teria um caso de amor com o vaso, enquanto eu saísse em lua de mel, na qual ficaria viúva, uma vez que meu marido seria atropelado por um elefante. Eu voltaria desolada, assinaria um alta forçada para o apaixonado por mim, venderia tudo e abriria uma oficina de artes para doentes mentais.

 

O apaixonado por mim se recuperaria aos poucos, e quando já estivéssemos um pouco velhos e gagás, seria finalmente correspondido. Largaríamos tudo e sairíamos em uma viajem com mochila nas costas pelos mesmos Alpes que receberam a Noviça Rebelde, e encontraríamos uma plantação de papoulas como Doroth Vallens no Mágico de Oz. Fumaríamos tanto Ópio que ficaríamos malucos para sempre, dançando enlouquecidos ao som do Piano de Casablanca, ordenando, a cada interrupção do piano sem pianista, o famoso “Play it again, son!”.

 

Transaríamos feito loucos, sem nos importar som as pelancas da terceira idade, pois nos olharíamos nos olhos e nos veríamos como há quarenta anos atrás... O The End poderia até aparecer no final, mas a felicidade não acabaria nunca, seríamos, enfim, felizes para sempre.

 

 

Acho que preciso passar a fazer análise, no mínimo, mais uma vez por semana.



 Escrito por F. Mel às 11h21
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Metamorfoseando

Oi pessoal,

 

 

Caramba, e segunda-feira é o dia da terapia. Engraçadíssima essa coisa de toda semana ir falar com uma pessoa em um lugarzinho calmo e tranqüilo, e despejar toda a sua subjetividade sobre outro ser humano. Muito engraçado. Lágrimas e lágrimas derramadas, uns quatro, talvez cinco lenços de papel usados, cutículas comidas e cigarros fumados. Hoje foi dia de ANÁLISE.

 

 

Mas o melhor disso tudo é que funciona. Saí de lá melhor organizada, mais tranqüila, me compreendendo melhor. Consigo ter o distanciamento que necessito para enxergar, neste momento de minha vida, um momento brutal de transformação. Tipo, como se eu estivesse em um casulo, sofrendo todas as dores que a lagarta deve sofrer quando se transforma em borboleta. Não deve ser fácil.

O problema é que a minha visão de mim mesma é a de uma princesa, presa no alto de uma masmorra, esperando pelo resgate do príncipe no cavalo branco, que lutará bravamente e vencerá um dragão. Só que não sou uma princesa, o dragão não está lá fora, e sim dentro de mim, e o que é pior: o príncipe encantado deve caído do cavalo, porque está demorando pacas.

 

 

Preciso parar de esperar que me salvem de mim mesma. Preciso, de uma vez por todas, puxar um punhal da cinta do vestido e me jogar nas costas do dragão, em uma tentativa para sobreviver. Preciso me conscientizar de minhas próprias forças, e parar de procurá-las em outras pessoas. Preciso parar de querer ser perfeita, preciso parar de querer que todos os homens do mundo me achem di-vi-na (meio mundo já estava bom; e se o Brad Pitt e o Tom Cruise estivessem nesta metade, melhor ainda)... Preciso parar de me comparar com os outros, preciso parar de buscar, refletida no olhar do outro, a beleza que desejo possuir.

 

 

Preciso investir em mim, preciso investir na minha profissão, e parar de pensar se um carinha liga ou não para me ocupar e não pensar nas coisas certar. Preciso me conscientizar de que tenho potencial, de que estou mais bonita, de que estou entrando em roupas que antes ficavam apertadas, que meu cabelo não está assim tão seco e que minha barriga está mais decente. Preciso me amar, que o amor de outras pessoas virá como conseqüência. Uma hora a coisa vai.

 

 

Meu problema é o excesso... sempre excesso. De amor, de admiração, de beleza, de paixão, de romance, de suspense, de prazer, de tudo. Preciso encontrar o ponto de equilíbrio antes dentro, e depois projetá-lo para fora. Isso demanda tempo, paciência, tranqüilidade, confiança e fé.

 

 

Obrigada a todos que, sendo tão presentes, tornaram-se parte de meu caminho. Meu mais sincero obrigada.

 

 

Os: Os gifs de hoje são em homenagem à maravilhosa Deborah Kerr... Se eu tivesse vivido quarenta anos atrás, seria exatamente igual a ela... Ou quase.



 Escrito por F. Mel às 21h50
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Meio Caidinha...

Hi dears...

Nem ia postar hoje, ia esperar amanhã prá ver se melhorava um tiquinho...  Agora estou um pouco triste, confusa, sei lá. São duras essas horas em que nos deparamos com o vazio e com a falta que existe dentro de nós...

Nada de especial aconteceu para que eu me sentisse assim. O final de semana foi bacana, fui para Jund, fui na feijoada, encontrei o Thiago, voltei pra Sampa, fui na festa do Pexe, hoje almocei fora e depois vi um filme. Mas nada conseguiu preencher esse espacinho vazio, que teima em me atormentar.

 

 

Saí animalmente da dieta... Talvez seja isso que esteja me consumindo. Estou me sentindo inchada, gorda, desleixada e esculachada. Como se eu nunca fosse ser capaz de alcançar meus objetivos. È uma sensação estranha para quem é sempre tão otimista e motivada. Para quem está sempre tão bem humorada... Até os palhaços tem suas crises de choro.

Estou me sentindo sozinha... carente mesmo. Tenho descoberto em mim uma pessoa que não permite que caras legais se aproximem. E isso me aflige tanto...! Encontrei com o Thiago neste final de semana, estava preparada psicologicamente para dar uma bela esnobada nele... imaginava a cena assim: eu lá, sentada no restaurante, ele me olhando... Ele puxando papo e eu dando uma de gostosa. E nada disso aconteceu. Me senti rejeitada, esnobada. Ele mal me olhou. E eu não consigo entender os motivos pelos quais os caras se interessam por mim, são fofos e meigos até que eu comece a gostar deles. Neste exato momento eles se desinteressam e somem. Fico tentando descobrir qual é o problema... E simplesmente não consigo.

Tudo bem, gente, eu sei que O Cara ainda não deu as caras por aqui. Mas não deixa de ser frustrante essa maldita dinâmica... que se repete, over, and over, and over again.

E enquanto isso conheço um cara, sabem? Chama-se Marcio. Ele é um amigo querido. Ele e eu nos conhecemos há mais ou menos cinco anos. Ele e eu somos amigos, mas sei que ele sempre teve uma quedinha por mim. Eu sei que toda vez que nos vemos, ele tece comentários a meu respeito com uma amiga em comum. Quando saímos juntos, como na semana passada, consigo perceber que ele tenta criar momentos para que nos tornemos mais íntimos. Ele é irmão do Pexe, esse meu amigo que deu a festa ontem. E ontem, na casa dele, ele me levou para ver a vista do Morumbi. Me mostrou a Av. Paulista, o Estádio e os prédios do hospital Albert Einstein. Me abraçou pela cintura e disse o quanto estava feliz por eu estar ali. Na hora em que fui embora nossos narizes se tocaram ao nos despedirmos.

Mas sabe-se lá porque, nestas situações, eu travo. Não consigo me soltar. E ele é um cara legal. Eu me sinto atraída por ele. Pelo jeito como ele se veste, descoladamente relaxado. Os cabelos mais compridinhos e todos os piercings que ele tem. Mas na minha cabeça, se ficássemos, se nos beijássemos, a coisa teria que ser mais do que isso... Mais do que esperas por telefonemas, mais do que encontros ocasionais, mais do que um papo xoxo pelo msn. Seria muito mais do que tudo o que foi até agora. Mais do que esse eterno aguardo. De certa forma, acho que daria certo. E isso simplesmente me apavora. Não sei, pessoal, mas acho que daqui fala-lhes uma doida de carteirinha. Daquelas que nem camisa de força segura.

Hoje acordei estranhamente pensativa. Pensei muito no Márcio, pensei muito em como sou medrosa, pensei muito em como eu mesma me armo arapucas. Pensei pouco no Thiago, pensei pouco na dieta, pensei pouco em minhas contas a pagar e prestações atrasadas. Mas pensei pacas.

E não sei bem a razão pela qual o rosto emoldurado por cabelos longos e castanhos não me sai da cabeça...

 

 

Beijinhos pensativos...

 

PS: Meninas, estou um pouquinho atrasada nas visitinhas, mas amanhã tiro o atraso... Sorry guys.



 Escrito por F. Mel às 23h28
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 20 a 25 anos, praiana, tatuada, psicóloga, compulsiva!
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