Psychic


Sabadaço

Oi todo mundo!

Sei que já está ficando chato isso, mas mais uma vez gostaria de agradecer muito à força de todos... Estou mais animada mesmo!

Ontem não pude fazer todas as minhas visitinhas, e talvez hoje também não possa, porque estou com meio mundo de coisas prá fazer, além de ter que corrigir um teste de uma paciente... Não consegui nem chegarna metade!!! Mas prometo que vou tirando o atraso aos poucos, lendo todos os pots, viu meninas??? Não fiquem bravas comigo, please!!!

Minha tarde de ontem foi muito boa... Um dia coloco um post explicando melhor o que aconteceu, mas o fato é que tenho uma amiga muito próxima e muito querida que, no final do ano passado, entrou em surto´... Não desses que a gente vive tendo quando percebe que não emagreceu o que queria, mas um surto de verdade, daqueles punk rock hardcore. Tomou remédio fortíssimos, ficou quase seis meses sem sair de casa, neste tempo todo não falava com ninguém, só com poucos amigos - e tive a sorte de ser uma delas. Ela estava muito mal mesmo, ouvia coisas, via coisas, tinha idéias persecutórias de que seria morta. E neste tempo todo, por mais que eu a visitasse, que fosse à sua casa, senti muitas saudades dela, porque de várias formas não era mesmo ela.

E ontem saímos juntas pela primeiravez desde que ela ficou doente... Nada de mais: fomos ao shopping, ela me ajudou a comprar duas calças jeans. depois fomos no Mc e comemos umas batatas fritas - podem ficar tranquilas, não extrapolei meus pontos!!! Papeamos pacas, ela falou muito sobre o que aconteceu com ela, como ela vivenciou essa época, me perguntou de muitos amigos que ela não via faz tempo... Depois voltamos para sua casa e vimos o último capítulo da novela - alguém não detestou?

Enfim, a tarde de ontem me fez muito bem... por N motivos, por perceber o quanto minha vida é bela, o quanto sou feliz sem me dar conta, o quanto sou privilegiada por ter amigos maravilhosos, e por poder desfrutar novamente dessa minha amiga, que esteve longe por tanto tempo...

BRU, se algum dia vc entrar aqui e ler isso, saiba que eu TE AMO MUITO, que vc é muito especial para mim e que senti muito a sua falta... Você nem imagina o quanto você faz parte da minha vida, do meu crescimento e do meu coração... TE AMO MUITO MESMO, DO FUNDO DA MINHA ALMA... Agradeço a Deus por ter você de volta...

Este giff vai para todas vocês, minhas amigas queridas que amo de paixão...

E ah! Decidi não mudar meu treino ainda. Esta semana não vou extrapolar a pontuação nenhuma vez, vou malhar direitinho, e observar o resultado na pesagem da semana que vem... E vou anotar aqui tbm tudo o que como, em um post a parte, que se vcs não quiserem nem precisam ler... Mas preciso ficar atenta, sinto que estou desleixada no meu processo de emagrecimento.

Beijos a todas e um bom final de sábado!!!



 Escrito por F. Mel às 18h34
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Obrigada pela força... Amo vocês imensamente!!!

Sempre gostei de dirigir em estrada. E hoje, enquanto ia para Jundiaí (dentista, ai ai ai!), tocou aquela música do Charlie Brown que diz assim “eu vou mudar tudo o que não me convém”... Me deu até um aperto no peito, e comecei a pensar... E a questionar-me sobre minha real capacidade em fazê-lo...

 

Nunca me considerei uma pessoa forte, e é engraçado, pois sei que esta é a imagem que eu passo para as pessoas. A de uma fortaleza, que agüenta tudo. Mas nunca me senti dessa forma. A primeira pessoa que conseguiu sacar que esta “força” toda era só fachada foi um casinho meu, que um dia me disse: “Você não passa de uma menininha querendo ser cuidada”. Meu primeiro libriano...

 

Também nunca me considerei uma pessoa fraca. Houve uma época da minha vida em que realmente cheguei a pensar que eu não tinha personalidade, mas na maior parte do tempo não me considero uma Maria Vai Com As Outras. Sei que tenho um gênio forte, às vezes explosivo, muitas vezes sou briguenta, enfim... Uma pessoa nem sempre fácil de se conviver.

 

Nem forte, nem fraca... Nem gorda, nem magra... Nem medíocre e nem brilhante... Nem linda e nem horrorosa... Engraçado. Os pares de opostos sempre dão um jeito de aparecer na minha vida, e acho que é justamente porque não sei lidar com o meio do caminho.

 

É extremamente difícil para mim aceitar que as coisas, na vida, são processos. Que tudo tem um antes, um durante e um depois. E esse durante que é, para mim, a maior fonte de problemas. Se pudesse, passava sempre do antes para o depois sem penar o durante... Abrir meu consultório e já ter vinte e oito pacientes, começar a dieta em um dia e no dia seguinte já estar magra, malhar hoje e acordar sarada amanhã. Conhecer um cara hoje e amanhã estar casada, se possível, já com filhos, para não passar também pelo durante da gravidez.

 

E desta forma, desprezo oportunidades preciosas de aprendizado. Respondam-me, quantas vezes já não deixei comentários nos blogs de vocês, quando vocês estavam desanimadas porque não tinham emagrecido, ou até mesmo engordado, dizendo que o emagrecimento era um processo, e que todo processo tem seus altos e baixos? Quantas vezes já não questionei com minhas pacientes em emagrecimento suas dificuldades em lidar com as dificuldades e as pequenas conquistas? Porque não consigo aceitar minhas dificuldades com a mesma serenidade com que aceito as dos outros? Porque teimo em ser tão complacente e tolerante com as outras pessoas, enquanto coloco a mim mesma em um pelotão de fuzilamento diante do primeiro obstáculo que surge?

 

Prometo que vou levar em consideração tudo o que vocês me disseram, e vou tentar me olhar no espelho e dizer a mim mesma e à minha imagem refletida, tudo aquilo que sempre digo a vocês: que enxergo, nesta pessoa aqui, muito potencial para conquistar o que deseja... e muita força e garra para alcançar seus objetivos... E que tenho tanta certeza de sua vitória quanto a de que o sol nascerá amanhã.

 

Amo muito todos vocês, muito obrigada pela força, e sintam-se agora abraçados... Vocês todos são anjos que Deus colocou na minha vida sob a forma de pessoas. E agradeço a cada dia por isso.

 

 

 

 


 Escrito por F. Mel às 14h42
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Arrasada é apelido!!!!

Ois...

Gente, estou arrasada... Não tava nem a fim de postar, mas resolvi encarar de frente e expor a todos o fracasso da minha semana...

ENGORDEI 1 QUILO!!!

Eu sei que não é muito, mas não achei que minhas extrapoladas fossem literalmente pesar tanto.

Existe um fato atenuante (ou pelo menos assim quero acreditar)... É que duas semanas atrás inciei um treino diferente na academia, de hipertrofia muscular... O que eu fazia antes era de resistência, com muitas repetições e pouca carga... E agora a coisa inverteu: menos repetições e mais carga...

Fiquei irritadíssima com este resultado, entrei no site, conversei com uma terapeuta nutricional e expliquei a situação... e ela me disse que pode mesmo ser em função de reter líquidos pelo treino pesado...

Mas estou decepcionadésima e deprimida!!!!!!!!!!!!!!!

Desde que parei de tomar o remédio, só engordei, gente... Estou desanimada, achando que vou engordar tudo de novo...

Preciso de apoio, amigos...

Beijos desanimados, deprimidos, irritados, desolados e altamente auto-críticos!!!



 Escrito por F. Mel às 19h18
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Com soninho...

Oi gente!!!

 

Antes de mais nada queria dizer que fiquei muito contente pelos comentários recebidos no post anterior, fico extremamente satisfeita por saber que talvez tenha sido útil pra algumas de vocês!!!

 

Ontem à noite dei uma saidinha. Fomos no Só Empanadas, aqui na Vl. Madalena, do ladinho decasa. Fomos eu, Luli, Marcio e mais alguns amigos. Pra variar, a balada foi assim, três mulheres e mais de dez homens!!! Encontrei também um amigo de Ilhabela, foi bem divertido. Infelizmente acabei comendo duas empanadas, mas não me arrependo porque estavam deliciosas!!!!

 

Pra variar não rolou nada com o Marcio. Não sei o que acontece. Eu me sinto atraída por ele, às vezes, mas as coisas nunca acontecem. Ele fica sem jeito e eu, mais ainda... Acho que prefiro não arriscar uma amizade em nome de um noite de beijocas, porque gosto tanto de minha relação com ele! Somos amigos e acho que isso me basta, por enquanto... Hoje mesmo acho que vamos sair de novo, eu e os meninos, provavelmente iremos no Psybreja, como toda quarta-feira...

 

Estou bem empolgada com algumas coisas na área profissional!!! Um amigo do meu pai, que é médico e chefe da unidade de infertilidade humana da Santa Casa daqui de Sampa, comentou com meu pai que estavam precisando de uma psicóloga na equipe dele, e eu mais do que depressa fui lá esmolar esta chance!!! Mas dei com a cara na porta, ou melhor, nas portas, porque fui de manhã, não o encontrei, voltei agora á tarde e nada de novo...

 

Eu já trabalhei em hospital e é um trabalho muito sofrido. Por vários motivos, primeiro que esses hospitais ditos “públicos” são extremamente desorganizados, e eu tenho mania de organização. Isso que aconteceu comigo hoje é o que há de mais comum... Ninguém sabe de nada e nem pode passar uma informação consistente. Isso me enlouquece!

 Shoot Me  

Depois, como trabalhei no Hospital do Servidor Público Estadual, que é um hospital geral, eu atendia em várias clínicas, e algumas eram realmente insuportáveis!!! Atender paciente amputado cheirando a pus, e outras coisinhas nojentas que não vou ficar escrevendo porque ainda não almocei e não quero comprometer meu apetite. Mas é uma chance, e andei pensando... Acho que preciso me ocupar mais. Tenho que ter horários livres para disponibilizar-me a atender novos pacientes no consultório, mas a verdade é que venho me sentindo bem inútil, ultimamente.

  

Bom, vcs estão cansados de saber que me cobro demais... Ás vezes eu penso que estou na época de mais energia na minha vida... Tenho 25 anos e poderia estar produzindo muito mais! Tenho 6 pacientes no meu consultório, mas ao invés de valorizar este pequeno, mas singelo número, fico pensando que poderia trabalhar muito mais... E essa minha insatisfação, ao invés de ser algo que me motive a caminhar, a construir, me paralisa, e eu fico me sentindo ociosa. Só que dessa vez, com esta oportunidade que apareceu de mão beijada, não dá pra virar as costas e fingir que não é comigo. Segunda-feira estou lá, às duas da tarde (horário que ele também estará lá, com certeza... A quadragésima pessoa que me dignou a atenção me informou isso). Vamos ver o que acontece!!!

 Thumbs Up 

 Mas preciso correr atrás do que quero, né gente? Se eu não acreditarem mim e no meu potencial, quem é que vai??? Como diz meu pai, quem sempre é visto, sempre é lembrado...  

Beijos, beijinhos, beijões e BEIJOCONAS especiais pra Faldinha!!!! Hahahaha!!!!

 Balloon Heart 

Amo vocês!!!

 







 Escrito por F. Mel às 14h13
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Pensando...

Boa tarde, queridos! Estou sentindo falta de uma galerinha desaparecida... Será que estão bem?

  Hi Ya 

Hoje peguei-me pensando sobre algo que gostaria de compartilhar com vocês... É que eu estava lendo algo em uma revista dessas tipo Boa Forma (que só servem para que a gente se sinta mais feia...) enquanto pedalava na academia, e me ocorreu alguns pensamentos. Já tentei inúmeras vezes reduzir o tamanho de caracteres para caber em um só post, mas não consegui, de modo que vai grande e prolixo mesmo (sorry, guys... Please don´t give up on reading me...)!!!

 

Vocês sabiam que se um gordinho rolar uma escada, por exemplo, não se machucará tanto quanto um magrinho que sofra o mesmo tombo? E que os magrinhos sentem mais frio do que os gordinhos, mesmo que submetidos à mesma temperatura? Fisiologicamente falando, a gordura serve como proteção. Aliás, se não fossem os genes que favorecem o acúmulo de gordura, a raça humana teria sido extinta da face da Terra em tempos idos, quando não existia um supermercado a cada esquina.

 

A gordura teve um papel fundamental na adaptabilidade humana sobre a Terra e na sobrevivência de nossa espécie quando o meio ambiente ainda não havia sido “domado” pelo homem. E este aspecto de proteção e de sobrevivência parece ter sido incorporado por nosso psiquismo... A gordura não apenas nos defende fisicamente como também emocional e psicologicamente.

 

A obesidade é uma doença em si, se levarmos em conta os aspectos clínicos envolvidos nestes quadros. Mas se considerarmos os aspectos dinâmicos e funcionais dos obesos, podemos enxergar a obesidade sob um novo ângulo: o de sintoma. Assim como a tosse pode ser um sintoma de uma gripe, também a obesidade, algumas vezes, adquire uma esfera sintomática de conflitos emocionais não resolvidos.

 

Vocês já devem ter reparado que o fato de ser gordinho acaba, por vezes, sendo desculpa ou justificativa para o adiamento de planos. “Quero engravidar depois de emagrecer”, “não arrumo namorado porque estou gorda”, “não saio na balada porque me sinto feia, gorda deste jeito!” são coisas que freqüentemente ouço de amigas e pacientes. Tenho uma paciente muito tímida, que detesta estar em evidência, sob olhares atentos. Ela tem um rosto lindo (como muitos gordinhos!) e se emagrecesse e atingisse seu peso ideal, certamente chamaria a atenção de muitas pessoas. Venho trabalhando com ela justamente estas questões: como ela se sentiria, caso emagrecesse, sendo observada, admirada, desejada? Será que esta minha paciente está pronta para emagrecer?

 

Será que quem adia uma gravidez está pronta para ser mãe? Será que quem não arruma namorado está pronta para se relacionar de forma saudável? Será que quem não sai na balada por estar gorda sentiria-se bem em um ambiente regado a homens abusados e o escurinho que sempre possibilita investidas amorosas?







 Escrito por F. Mel às 17h38
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Pensando... parte 2

Sintomas emocionais são sempre muletas afetivas. São como bengalas de velhas mancas. Quando não conseguimos resolver conflitos, os sintomas aparecem como uma forma “torta” de resolução; eles fazem por nós, de uma forma errada, o que não conseguimos fazer da forma correta. É por isso que acho que não devemos enxergar a obesidade, comer demais, etc, como se nos fossem inimigos. Pois eles estão aqui, em última análise, para nos ajudar em questões difíceis, para as quais talvez ainda não estejamos preparados para lidar da forma adequada...

 

 

Hmm

 

 

Devemos tentar compreender o sentido da gordura em nossas vidas. Devemos estar atentos às nossas emoções. Um ataque compulsivo nunca surge do nada, está sempre relacionado à algum contingente emocional que não está podendo ser expresso de outra forma.

 

Algumas vezes, nosso maior desejo pode representar, da mesma forma, nosso maior medo. Impossível? Bom, eu digo o seguinte: tenho a maior vontade de saltar de pára-quedas, e não o faço por puro medo. Tenho plena consciência de que ser magra, ao mesmo tempo que me trará enorme satisfação em alguns aspectos, em outro me assusta desde já. Afinal, como descarregarei minha mágoa, minha frustração, minha decepção ou nervosismo, se sei há tempos que quando me sinto assim, é só comer cinco pedaços de pizza que passa (na hora)? Hoje em dia me vejo às voltas exatamente com estas questões... Fico ansiosa, e antes, comeria uma bomba de chocolate sem pensar duas vezes. Atualmente, tenho plena consciência de que esta atitude não iria me confortarem nada... Muito pelo contrário, ficaria me sentindo ainda pior... E o que fazer? Como dar conta dos meus sentimentos sem comer compulsivamente?

 

Respirando, diria minha impecável e irrepreensível analista.

 

Insane

 

 À medida em que vamos entrando em contato com nossas emoções e sentimentos, vamos aprendendo a respeitá-los. Não é raro, em casos de obesidade ou transtornos compulsivos, a extrema tolerância às expectativas e demandas externas, na mesma medida em que surge uma intolerância radical em relação às próprias expectativas e demandas. A pessoa “engole” seus próprios sentimentos, desejos e necessidades, estando muito mais atenta aos desejos e necessidades de outras pessoas do que aos seus.

 

Afirmo, do alto de minhas tamancas, que canse de brigar comigo mesma; e desde que comecei a enxergar meu próprio Transtorno Alimentar como uma bengala, que faz coisas por mim que não sou capaz de fazer sozinha, muita coisa tem mudado...

 

Espero que esse post seja útil para alguém... 

 Beijoquinhas carinhosas em todos que estão sempre por aqui!!!








 Escrito por F. Mel às 17h29
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Graças a Deus hoje tenho Análise!!!

Olá a todos... Espero que todos estejam tendo um ótimo começo de semana!

Eu estou bem. Depois do fiasco do final de semana na dieta, recomeçando tudo de novo... O casamento da minha prima foi o que houve de pior. Conheci a namorada do meu pai, que é uma boa pessoa... mas que eu não gostaria que fosse a namorada dele. No casamento minha mãe encheu a lata e ficou fazendo brincadeirinhas extremamente irônicas e de mal gosto, o que fez com que fossemos embora no meio da festa... Sem nem nos despedirmos de ninguém... Mas enfim, tudo isso vai hoje pra análise, comigo, mais tarde. Não quero falar disso agora.

 

Queria falar hoje de outra coisa que vem me tirando o sono... e que direta e indiretamente interfere muito na minha vida... Mais uma vez vem ela, a questão da insatisfação!!!

Estava pensando sobre isso enquanto corria, hoje, na academia. É um lance estranho. Me sinto extremamente angustiada quando tenho que esperar para que algo aconteça. Por mais que meu racional consiga compreender e aceitar que as coisas têm um ritmo próprio para acontecer, que as pessoas não se envolvem umas com as outras de uma hora para a outra, que relacionamentos são construídos... Por mais que eu saiba de tudo isso, meu coraçãozinho e meu emocional não querem saber de esperar.

A coisa acontece mais ou menos assim: conheço um cara, saio com ele, e no dia seguinte já espero – mesmo que não admita isso – um convite pra jantar ou uma declaração de amor. Chega a ser até um pouco arrogante e presunçoso de minha parte, pensar que apenas um encontro já seja mais do que suficiente para que o cara descubra que sou a mulher de sua vida!!!

Estava refletindo sobre isso, imaginando os motivos pelos quais sou assim... E admito que não consegui encontrar uma resposta... Mas às vezes a sensação que eu tenho é a de que se o cara tiver tempo, irá descobrir que sou uma farsa, e terá tempo de pular fora...

Gente, tudo isso que estou escrevendo são apenas reflexões de uma aspirante a Freud de décima quinta categoria!!! Sei que não sou uma farsa, sei que mesmo se comprometendo o cara ainda vai ter a chance de pular for se quiser, sei de tudo isso. Mas esta é a sensação que me vem. E na grande maioria das vezes o meu problema é que SEI de muita coisa, mas não sei nada do que SINTO...

E acho que me sinto extremamente vazia quando tenho que esperar alguma coisa. Seja esperar um telefonema, esperar para atingir meu peso ideal, esperar até a próxima refeição antes de comer um lanchinho. ESPERAr me desESPERA...

Meu último namoro começou bem diferente. Eu tinha terminado um relacionamento há menos de um mês quando conheci o Robson. E logo de cara ele já quis namorar, dizia aos 4 ventos que estávamos namorando antes que estivéssemos juntos sequer há uma semana... E eu tive medo, porque pensava que se ele era capaz de se envolver tão rápido, também deveria ser rápido na hora de se des-envolver, se desvincular. E foi exatamente o que aconteceu. Terminamos o namoro há um ano e dois meses e ele já está namorando há sete meses. Não sinto raiva nem mágoa dele, e sua nova namorada é, aliás, muito gente fina. Mas devo reconhecer que me espantei com sua rapidez dele em se desvincular e se revincular novamente.

E tenho de confessar a vocês: desde que terminei meu namoro com o Robson, teria namorado com qualquer um dos caras com quem me relacionei. Admito: só não namorei porque eles não quiseram! Pois se tivessem me proposto relacionamento, apenas com um deles teria me negado a namorar. E isso é extremamente triste, porque me coloco a mercê do desejo do outro, e não do meu próprio... Aliás às vezes fico pensando que meus próprios desejos só se expressam na minha alimentação. Como eu poderia querer mesmo namorar com qualquer um desses caras que eu mal conhecia? Eu mesma não me dou tempo para perceber e avaliar se o cara é bom o suficiente para mim, o tempo todo preocupada em ser boa o suficiente para o cara... E nesta ânsia para que o que eu quero que aconteça venha logo, acabo não dando valor às pequenas conquistas... Focalizada o tempo todo em um objetivo que me parece distante, deixo de viver o presente e de me satisfazer com o hoje... Pequenas vitórias passam desapercebidas... E o buraco vazio persiste... cada vez maior...

Que Deus abençoe minha analista...

 



 Escrito por F. Mel às 15h49
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 20 a 25 anos, praiana, tatuada, psicóloga, compulsiva!
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