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CAPÍTULO FINAL
Oi meninas lindas...
Em primeiro lugar queria me desculpar pelo sumiço... Muitas coisas aconteceram nos últimos dias, que me deixaram bem triste e deprezinha. Ainda não estou legal, mas sinto que ficarei melhor depois de dividir com todas vcs o que vem acontecendo. Por isso, please, leiam até o final... mesmo que eu precise de dois posts para isso...
Bom, vamos lá. A história do J. está temporariamente suspensa. Até agora não fui capaz de entender muito bem o que houve.. O fato é que depois dos últimos capítulos continuamos saindo... Até que na sexta passada ele me levou para assistir à reestréia da peça da mãe dele. Foi uma noite maravilhosa... mas da qual não gosto de me lembrar.
Ele foi um fofo, me apresentou aos pais e ao irmão como sua namorada... depois da peça teve um coquetel no teatro, a mãe dele foi super gentil comigo, disse a todos (inclusive aos repórteres e fotógrafos que estavam lá) que eu era a namorada de seu filho J., e que era bem mais bonita do que ele havia dito. Depois do coquetel fomos dançar, a noite foi perfeita, e em determinado momento ele começou a me dizer muitas coisas... Que ele se sentia muito bem comigo, que eu era realmente uma pessoa especial em sua vida, que haviam coisas que ele só havia dito para mim (como por exemplo o fato de ele ter sido um gordo bobo na escola, que apanhava de todos os meninos até os doze anos, que havia começado a fazer tatoos para assustar os outros e se defender) e que ele sabia que podia ser para mim o que ele realmente era, que eu era capaz de enxergar sua alma... Eu disse que me sentia segura e protegida ao seu lado, e ele disse que era muito importante para ele saber disso, assim como era importante o fato de eu aceitar que ele tinha um passado (que inclui pacote completo, com ex-mulher e filha)... Que seus amigos me adoraram e que isso era muito importante para ele... Que ele queria dividir todas as suas conquistas comigo, e que desejava que eu estivesse ao seu lado a cada nova vitória...
E no dia seguinte ele desapareceu. Tentei ligar para ele e caía na caixa postal. Depois de duas tentativas desisti, mas deixei um recado. E ele não me ligou. Comecei a ficar maluca, insegura, achando tudo muito estranho, e minha irmã quase endoidou, tentando deduzir comigo o que poderia ter acontecido. Então ele mandou sete mensagens de texto no dia seguinte, contando tudo o que tinha feito no sábado... Liguei para ele e mais tarde no domingo passado passou aqui, mas senti uma energia esquisita, bloqueada. No dia seguinte nos encontramos na academia, ele me cumprimentou normalmente, na hora em que fui embora ele disse que trabalharia até tarde mas que me ligaria. E não ligou. E eu tentei ligar para ele, mas ele não atendeu; e ele não me ligou mais.
Fiquei sabendo por uma conhecida que ele esteve em Parati, em um evento literário, que ela viu uma foto na Folha dele com a mãe. Na quinta a noite ele foi na academia e uma amiga em comum conversou com ele. Disse que ele só me elogiou; disse que eu era uma pessoa muito especial, que ele gostava muito de mim, que eu era linda... mas que não tinha rolado da gente se falar mais. Que tava atolado de trabalho, e que afinal, não me devia satisfações de sua vida – ainda. Ela tentou investigar a possibilidade de ter outra mulher envolvida na história, mas ele negou, e tanto eu quanto ela achamos que se fosse esse o caso ele teria aberto o jogo, porque ele nem imagina que ela me conta tudo que ele fala. Mas ele não disse nada.
Já chorei muito por causa de tudo isso, já me desesperei e roí as unhas, mas me cansei de sofrer. Eu não sei o que se passa dentro do coração dele como homem envolvido na relação, se ele teve uma recaída com a ex, se conheceu outra, se simplesmente se arrependeu de tudo o que havia me dito. Mas como pessoa, achei sua falta de sinceridade lamentável. Muito da admiração que eu tinha por ele evaporou. Muito do carinho que eu tinha pela pessoa J. desapareceu. Mas infelizmente ainda gosto muito dele. Realmente me dei conta de que eu sou muito diferente do resto do mundo. Sou ingênua, acho que as pessoas são sempre boas até que me provem o contrário. Acredito que as pessoas se arrependam e que me merecem uma segunda chance. Procuro nunca julgar alguém, procuro sempre me colocar no lugar do outro, procuro sempre exercitar minha flexibilidade e compreensão. Mas desta vez, sinto em dizer-lhes que cansei. Cansei de ser trouxa, cansei de ser crédula, cansei de ser essa pessoa que por mais que dê, dê e dê, nunca recebe algo semelhante.
Escrito por F. Mel às 21h26
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Continuando...
Diante desse quadro, tenho duas opções: ou eu mudo o mundo, ou mudo a mim mesma. E mudar o mundo neste momento é algo muito difícil, para não dizer impossível. O que melhor tenho a fazer é tentar mudar a mim mesma.
É triste, pois sinto que uma parte de mim está adormecida; a parte de mim que acredita nas pessoas, que acredita na força das palavras, que acredita que todos podem ser bons, está por um fio. Não está morta, mas neste momento gostaria muito que estivesse. Estou cansada... Se outros caras me decepcionaram antes, não chegaram aos pés do Juliano; ele foi o que de melhor me aconteceu até hoje... mas também o que de pior já existiu na minha vida. Se por um lado aprendi muito, exercitei muito o controle e manejo da minha ansiedade, todas as coisas que vcs me disseram... Por outro lado sinto que uma parte de mim se perdeu, entre uma ligação perdida e uma mensagem na caixa postal.
Estou muito magoada e decepcionada neste momento... E tenho procurado outras fontes de apoio para me sustentar. Agradeço muito a Deus por ter colocado uma pessoa muito especial na minha vida, que eu conheci pessoalmente na sexta-feira e que está me dando uma força absurda para sair do buraco. Uma pessoa que com uma proposta que inicialmente parecia um sonho, mas que agora, de certa forma, é a aposta de todas as minhas fichas. Esta pessoa é a Mairinha, não sei se vcs conhecem, mas é minha futura sócia em sonhos que cada vez mais se tornam realidade.
Tenho me comportado de uma forma que não me é muito familiar, mas neste momento estou precisando disso. Fiquei com o Márcio, aquele meu amigo, que tem me dado muito carinho e tem ajudado muito eu e a Maira com nosso projeto. Mas não me sinto atraída por ele... de certa forma sim, de N formas diferentes, mas aquela parada de química não rola muito. Não me sinto aberta a nenhum tipo de contato real, neste momento. Fiquei com ele na quinta, numa festinha. E ontem saí com outro cara... fomos comer num japa e depois fomos na casa dele ver um filme. Não rolou nada demais entre a gente, sexo, nada, mas foi muito bom ficar com ele. Amanhã um outro paquera volta de viagem, e acho que vamos nos ver.
Sei que vcs vão me dizer que esta não sou eu. Eu sei que esta não sou eu. Mas neste momento, é a única coisa que estou conseguindo ser... O que sinto pelo Juliano é algo muito especial, muito mesmo, mas que vou ter que enterrar, de qualquer jeito. Odeio a forma com que ele me fez sentir. Odeio as palavras nas quais acreditei. Odeio a sensação de ter sido enganada, ludibriada, iludida. Mas também sei que existe uma parte de mim que propiciou que isso acontecesse. Na verdade, acho que estou odiando esta parte de mim.
Não gosto de parecer amarga assim a todas vocês, que sempre me dão tanto apoio e incentivo... Mas é a única forma que posso me apresentar agora.
Muito obrigada pela força de todas, sem vocês eu não conseguiria atravessar essa fase negra da minha vida. Mais uma vez, agradeço a Deus por ter colocado pessoas tão especiais assim em meu caminho, para me guiar e me iluminar. Amo muito todas vocês. E prometo que vou tentar mudar. Mais do que tudo na vida, preciso mudar. Nem que isso seja a coisa mais dolorosa que venha a me acontecer. Beijos e mais beijos,

Escrito por F. Mel às 21h23
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HOJE TEM DOIS CAPÍTULOS... VAMOS ABREVIAR A PARADA!!!
Meninas, antes de mais nada queria contar uma coisa muito engraçada...
Eu conheci a Joyce!!! Estava malhando na academia quando uma menina - linda, por sinal - vem me perguntar meu nome, e quando eu disse, ela disse que era a Joyce Peu!!! Amei ter conhecido essa menina, ela tem uma energia muito boa, e ela me disse que hj vai ter encontro na casa dela, mas eu infelizmente não sei sepoderei ir... Minhamãe operou opé ontem e eu estou de plantão na enfermagem...
Bom, resolvi colocar dois capítulos no ar hoje, quero abreviar a história até pq preciso dos conselhos de vcs todas neste momento... Vamos lá!!!
QUINTO CAPÍTULO
O final de semana passou em um piscar de olhos (entre casamentos familiares e feijoadas absurdas). E na segunda-feira, quando chego na academia... Lá está ele, correndo na esteira. Para me cumprimentar até parou de correr. Me deu um beijo na bochecha estalado, e uma fungada no cangote. Perguntou pelo meu final de semana. Depois de um tempo voltou para seu lugar, no transport, ao meu lado. Comentou que adorou baladinha de semana passada, se divertiu muito. Pergunto: “Apesar do Psy?”, ao que ele respondeu com um risinho sacana: “O Psy foi só um detalhe...”.... Uma clara referência à minha mensagem de texto... Bom sinal... Mais tarde falou para sairmos caso eu não viaje no final de semana. Repetiu mais uma vez essa frase, quando está para ir embora: “Vamos ver, se vc ficar por aqui no final de semana...”. Concordei, “sim, vamos ver...”. “Vamos ver?”, uma parte de mim berra de dentro da minha cabeça. “Vamos ver, vc está louca? Onde já se viu dizer vamos ver para um cara desses?”... Mas uma Flavia mais segura responde: “Sim, vamos ver... quem é que sabe?”.
Nos dias seguintes não nos encontramos na academia. Não posso mentir que para mim foi uma decepção, mas ao mesmo tempo uma voz me dizia que as coisas tem um tempo próprio para acontecer... Não sei como foi que consegui controlar minha ansiedade.
Na terça, um amigo em comum, aquele primeiro que havia dado toda a força do mundo para nós dois, veio me dizer que daria uma festa no sábado em comemoração ao seu aniversário. Disse que estava convidando poucas pessoas da academia, mas sutilmente me disse que havia convidado o J. Cheguei em casa da academia e vi que havia um email do J. Respondi dizendo que a festinha deste nosso amigo em comum seria no mínimo engraçada, dando a entender que talvez eu ficasse em sampa no final de semana... No dia seguinte ele me respondeu, “A festinha do C. será diversão na certa, nem pense em não ir! Chega de praia, fique em SP”... No dia seguinte, na academia, esse nosso amigo veio me contar que o J. iria à sua festa e que havia perguntado se eu iria... deu um sorrisinho sacana, gostando da história da qual ele foi cupido.
Enfim, o sábado chegou. Já estava pronta, me preparando para sair, quando toca o meu celular. Era ele, perguntando se eu já estava na festinha. Disse que estava muito cansado, que havia trabalhado o dia inteiro, mas que iria para casa, tomaria um banho, comeria alguma coisa e chegaria na festa por volta das onze horas. Eu disse que se ele estava cansado, precisava tomar cuidado para não acabar desencanando de ir depois de tomar um banho quentinho. Ele me responde “Imagina, desencanar, se estou indo só pra te ver...”. Minha irmã não acreditou em como fiquei vermelha após ouvir esta resposta...
Cenas do próximo capítulo: J. Começa a apresentar F. Mel a seus melhores amigos... Como ela se sentirá nesta situação??
Escrito por F. Mel às 16h15
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SEXTO CAPÍTULO
Na festa estávamos no divertindo muito, dançando enquanto mais um amigo em comum mandava o som. De repente o vejo chegando. Ele veio na minha direção, me cumprimentou com um beijo no rosto. Conversamos por alguns minutos, e ele foi para o cozinha, deixar as bebidas que havia trazido na geladeira. Voltou e comentou “Como vc ta bonita, Flá...” e me beijou. Ah, que beijo gostoso... Encaixe perfeito. Parece que as bocas já sabiam se beijar bem ante de nossas mentes conduzirem nossos pensamentos nessa direção. O abraço é gostoso. Bom, na verdade ele é gostoso. E ficamos nos beijando um tempão.
Na festa, ficamos tranqüilos. Alguns amigos seus chegaram depois de um tempo. Ele me apresentou a todos. Eles pareceram gostar de mim, e eu me sinto estranhamente à vontade. Antigamente, quando conhecia amigos de carinhas que eu estava saindo, sempre ficava apreensiva. Ficava hipervigilante, preocupada se eles estariam gostando de mim ou não. Raramente ficava relaxada e tranqüila como fiquei. Depois de mais algum tempo, algumas amigas suas chegaram. Ele correu a me apresentar a uma delas, sua melhor amiga. Também me senti muito segura e tranqüila, conversando com ela. Comecei a perceber que a forma com que ele me tratava diante de seus amigos me deixava muito à vontade. Ele foi muito carinhoso... Toda vez que se aproximava me beijava, sempre que pegava uma bebida para si, pegava outra para mim, estava sempre com a mão estendida na hora em que mudávamos de ambiente na festa.
Ficamos a noite inteira conversando com seus amigos. Minha irmã e nossa amiga resolveram ir embora, e ele sussurrou em meu ouvido: “Você tem mais planos para hoje? Ou vai ficar comigo?”... Respondi que não tinha planos e que ia ficar bem ali. Ele sorriu e me deu outro beijo. A química existente entre nós era algo irrefutável. Não é daquelas coisas que acontecem todos os dias, com todas as pessoas. Percebi que ele gosta de me beijar, que gosta de estar comigo.
Depois de algum tempo, uma de suas amigas sugeriu irmos embora, para sua casa, continuar a conversa e a bebida, pois a festinha estava acabando. Ele perguntou se topava ir junto, e respondi que sim.
Na ida para a casa de sua amiga, fomos conversando no carro. Interesses em comum. O papo rolou solto, fácil. Chegamos na casa de sua amiga e ele foi absolutamente carinhoso comigo lá também. Na verdade seus amigos são pessoas muito interessantes, muito inteligentes, muito agradáveis e comunicativas. A dona da casa decorou o apartamento inteiro com peças compradas na loja de uma das minhas melhores amigas. Prometi que consigo descontos na loja, nas próximas compras.
Ficamos juntos em um sofá, abraçados, juntinhos. Conversamos com todos mas ele não deixa de me beijar. No dia seguinte, vai trabalhar em um evento no parque do Ibirapuera, em um show de música ao qual eu iria. Todos os seus amigos também pretendiam ir.
Ele me perguntava se estava à vontade, que se quisesse ir embora é só avisá-lo. Disse a ele que estava à vontade, que ele não precisava se preocupar. Ele sorriu e me respondeu que está adorando minha companhia. Me beijou muitas e muitas vezes.
Algumas bebidas e beijos depois, resolvemos ir embora. Me despedi de todos, que me responderam que tiveram muito prazer em me conhecer. Senti o mesmo prazer em conhecer a todos. Entramos no elevador e ele me beijou mais e mais. Entramos no carro e os beijos continuam. Ele falou sobre o encaixe perfeito de nossos beijos. Perguntou se, ao invés de ele me deixar em casa, se não poderíamos ficar juntos aquela noite. Eu disse que não e ele sorriu, mas não pareceu decepcionado. Apenas comentou que isso era cruel. Eu disse que não havia crueldade nenhuma nisso, ele sorriu e acabou concordando. Disse “Não é cruel, pois haverão muitas e muitas outras baladas, muitas e muitas outras noites. E eu apenas sorri, concordando.
Cenas do próximo capítulo: Planos começam a ser feitos. Como F. Mel será capaz de viver o “só por hoje”?
Escrito por F. Mel às 16h07
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A novela continua... QUARTO CAPÍTULO
Meninas,
Resolvi seguir o conselho de vcs... mesmo que a história tenha um final diferente do que o esperado ou idealizado, aqui ela vai até o fim.
Estou melhorzinha... em um dia pós terapia, tudo ganha cara nova. Então, assim sendo...
QUARTO CAPÍTULO
Ele chegou bem mais tarde do que o previsto, e apenas dez minutos depois de ter chegado já veio com a clara intenção de me beijar. Minha irmã e a amiga tinham ido ao banheiro, e o amigo tinha ido buscar uma bebida. Ele se aproximou e simplesmente me beijou. E eu correspondi a seus beijos animadamente. Ele me abraçava e eu não acreditava que aquilo estivesse acontecendo comigo! Na hora em que foi ao banheiro, um cara se aproximou e disse “que pena, eu estava te olhando de longe, mas é claro que tinha que chegar um jiu-jitero... o que uma loira linda como vc estaria fazendo aqui sozinha...”... Senti ímpetos de dizer a ele que ele nem imaginava o que estava acontecendo na minha vida... Mas achei que ele não entenderia nada...
Na hora de irmos embora o J. me disse que tinha adorado a noite e que tinha adorado me beijar. Fomos embora... E eu não o encontrei no dia seguinte na academia. Toda a minha insegurança começou a vir à tona. “Será que fiz algo de errado?”, “será que ele se decepcionou comigo?”, “será que percebeu que é demais para mim, que merece coisa melhor?”... ai, ai, essa Flavia que acha que as coisas boas acontecem apenas com os outros...
Achei que ele me ligaria. Mas não ligou no dia seguinte, e fui dormir com a cabeça dando voltas. Orei muito, pedi muito a Deus que me confortasse, que afastasse de mim tudo aquilo que não fosse Dele, que tirasse todo o sentimento ruim do meu coração e que me desse paz e serenidade. E quando eram quase 4 da manhã, acordei com o bipe irritante do meu celular, avisando que eu tinha novas mensagens de texto. “Que noite boa foi a de ontem!”, começava ele. “Adorei tudo... os beijos, as risadas, as vodkas. Beijos, J.”. E mais uma “Ah, e o Psy foi razoável, na próxima vez iremos pro Acid Inferno Techno!”... Ai, ai, a eterna rixa futebolística entre o Psytrance e o Techno...
No dia seguinte, novamente não o encontrei na academia. Voltei para casa, fui até o shopping, tomei um café no Franz com meu pai. Quando chego em casa, respondo a mensagem: “Também adorei a noite! E tudo, tanto que o psy acabou virando mero detalhe... Desafio aceito! Que venha a tchnera from hell!! Beijos... Flá”.
Confesso: fiquei esperando uma resposta. Na verdade esperava mesmo um convite para sair. Afinal era sexta-feira e eu sabia que ele não viajaria. E sábado eu teria um casamento fora de São Paulo, e no domingo uma feijoada que me tomaria provavelmente a tarde inteira. Então ele TINHA que me ligar para sairmos na sexta. Mas ele não ligou.
Em outros tempos, ficaria em casa até dez da noite esperando ele me ligar. E quando percebesse que ele não me ligaria mesmo, pediria uma pizza bem gorda, tipo portuguesa, e comeria inteira. Mas nessa sexta resolvi me dar ao direito de fazer algo diferente. Entrei no msn e uma amiga queridésima me chamou pra dormir na casa dela. Fui sincera – mais uma mudança de atitude – e disse a ela que estava esperando um convite de um gatinho, que se não ocorresse eu iria para a sua casa (antigamente não teria coragem de afirmar que minha prioridade era outra, e inventaria uma mentira, tipo que meu cachorro estava com diarréia e eu teria que passar a noite de sexta limpando merda pela casa)...
Quando deu sete horas, liguei para ela e confirmei que iria à sua casa. Pensei, “Bom, quem quer sair com alguém em uma noite de sexta, tem que ligar mais cedo, no máximo até umas seis horas... Hum... prazo esgotado”. E fui pra casa dela. Nos divertimos a valer... Demos risada...
Cenas do próximo capítulo: Nova baladinha à vista... Como F. Mel conduzirá a situação??
Escrito por F. Mel às 20h37
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Devaneando...
Eu não sou daqui. Definitivamente deve ter havido algum engano na ocasião do meu nascimento. Deus deve ter se enganado quando decidiu me colocar neste planeta... Minha alma deveria estar designada para outro planeta, para outra galáxia, para outra dimensão... Um lugar onde as palavras proferidas são apenas aquelas verdadeiramente sentidas, onde os sentimentos demonstrados não são frutos de impulsividade, e onde as pessoas são verdadeiras acima de qualquer outra coisa...

Eu não sou daqui. A vida inteira suspeitei disso, e hoje acho que descobri a verdade: eu não sou daqui. A vontade que tenho é a de sair correndo, correndo, correndo, até chegar no horizonte e de lá pular. Voar na imensidão gritante da falta de gravidade, flutuar entre mundos e dentre mundos, beijar o vento e sussurrar palavras de amor à beija-flores e maritacas. E quando estivesse cansada, cansada de voar, de flutuar, de beijar e de sussurrar, encontrar um berço de folhagens entrelaçadas, me deitar e repousar... Descansar a alma e o corpo desta briga eterna entre minhas emoções e meus pensamentos que, afinal, não dão conta de entender o recado.
Eu não sou daqui. O lugar a que pertenço existe em algum local, longe, nebuloso, aromatizado, saboroso, reconfortante aos meus pés descalços, cansados de percorrer a enorme distância entre eu e os outros... Outros que não entendem o significado daquilo que dizem, que não compreendem o valor de uma emoção expressa, que não se dão conta do quanto podem causar sofrimento e desesperança apenas com seu silencioso aguardo.

Eu não sou daqui. Mas é aqui que estou. E é aqui que tenho que aprender a me virar. Me conformar em ser apenas lagarta, presa no casulo para sempre? Esperar pacientemente até que Deus se dê conta de seu engano? Permanecer em jejum e oração até que minha alma seja finalmente rastreada e que a nave Mãe venha me buscar?
Eu não sou daqui. E hoje, aqui, é domingo. E domingo não tem novela. E quem não se lembra de Brida, a versão novela para a televisão, que simplesmente foi tirada do ar, sem a menor explicação??? Eu me lembro, e fiquei decepcionada. E hoje, continuo me decepcionando, sempre que alguma história é interrompida sem entender o porque.
Mas pelo visto, aqui, nada precisa de explicação...
Escrito por F. Mel às 14h52
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